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sexta-feira, 15 de abril de 2011

Praticamente ninguém entende.

Por que as pessoas pensam que isso tudo é tão fácil? Será que elas não entendem que como no esporte, como num treino, é uma superação?! Minha cabeça dói... é, dói muuito! Meus braços doem, meus ombros doem. As idéias ficam confusas, em alguns momentos não fazem o menor sentido. Tem hora que tudo fica tão difícil, mas as pessoas acham que é fácil. Que se numa tarde eu to mais cansada é porque eu sou preguiçosa. Que eu passo horas no quarto fazendo qualquer coisa, menos o que eu – de fato – faço. Eu sei que lá na frente, eu vou servir de exemplo pra alguma coisa que não seja ruim. Eu sei que vão me apontar e dizer que sempre me apoiaram, que me deram forças, que acreditaram. É sempre assim, mas no fundo, no fundo, o esforço é quase só nosso. Só quem já passou por essa superação – ou quem tá passando – pode entender que pensar também dói. Que cansa a vista, cansa a mente, os dedos, a coluna... e que dá um sono desgraçado. Mas algumas pessoas dificultam tudo, porque não acreditam na gente. Porque elas não conseguiram e por mais que essas pessoas lhe queiram bem, no fundo talvez elas não acreditem que você possa ir muito além do que elas foram. Eu espero que isso também seja só uma fase dessa superação, espero que as coisas terminem logo.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Luto.

O Brasil está em luto. Luto oficial de 3 dias. Resolvi escrever aqui hoje porque preciso desabafar alguma coisa que tá entalada na garganta, mas diante de tanta crueldade eu fico estarrecida e não consigo expressar o que eu sinto agora. Acho que nenhum de nós consegue entender o que tá acontecendo. A menina Isabella, morta pelo próprio pai. A outra menina que foi morta pela amante do pai. O garotinho que foi arrastado no carro, preso ao cinto de segurança. A Eloá que foi morta pelo namorado. São tantas histórias, tantos casos, tantas lágrimas. Agora mais essa tragédia em Realengo. Uma tristeza enorme pra família, pros amigos, pro Brasil e até pro mundo. Eu me pergunto: "o que leva uma pessoa a matar?". A matar por nada! É revoltante! Como pode um jovem de vinte e poucos anos destruir a vida de tantas famílias, destruir os sonhos daquelas crianças, destruir a paz de uma escola e o coração de um país? Hoje me deparei com uma comunidade no orkut que dizia "Criança boa, é criança morta" e enaltecia o rapaz que cometeu esse desatino na escola do Rio de Janeiro. Primeiro: fazer apologia a criminoso é CRIME! Segundo: o que está acontecendo com as pessoas? Gente, essa comunidade tinha mais de 900 membros. É inacreditável que mais de 900 pessoas enalteçam uma pessoa perturbada mentalmente pro mal. É inadimissível que mais de 900 pessoas tenham entrado nessa comunidade. Acredito que o orkut excluiu a comunidade, porque não a encontrei mais para denunciar, mas fiquei perplexa. Ouvi pessoas culpando o Poder Público. Gente, isso não é mais um caso de violência... Isso tá muito acima do Poder Público. Isso é um problema da sociedade, que, sinceramente, eu não sei como poderia ser resolvido. Não sei se isso parte da falta de amor com o próximo, da falta de atenção, da solidão, do desrespeito... Não sei. Também acho imbecilidade tentar explicar o que esse rapaz fez. Não tem explicação, não adianta! Ele era filho adotivo? Sorte dele de ter tido uma mãe adotiva, uma mãe que lhe escolheu. Ele sofreu bulling? Gente, se todo mundo que sofresse bulling fizesse o que ele fez... Seria muito bom encontrar uma lógica nessa merda toda que a gente tá vivendo, mas essa lógica não existe. Deixo aqui meus sinceros sentimentos ao Brasil e, especificamente, às famílias das crianças... Não sei nem o que dizer... Tenho um irmão nessa idade e dói muito só em pensar naquelas crianças que tinham um futuro pela frente, que ainda estavam aprendendo a viver... e todas as outras crinaças que sobreviveram, mas ficaram marcadas por essa tristeza. Que Deus nos console e que seja justo no julgamento desse rapaz... espero que alguém consiga orar pela alma dele, porque eu acho que não consigo. Fiquem com Deus.

terça-feira, 15 de março de 2011

Ele me ganhou.

Eu tenho certeza que as dúvidas passam, a gente se acalma e tudo volta pro seu devido lugar...
Era tarde quando seu telefone tocou... Olhou o display do celular piscando, o nome dele ia e vinha na tela colorida. Se ela não tivesse acostumada a viver um sonho mesmo acordada, acharia que aquilo era sua cabeça pregando uma peça. Mas não era. Era como as coisas deviam ser. Ele ligava, ela atendia. As vozes embargadas de sono, a saudade constante, o desejo, o amor enorme que só crescia.
A vida tem dessas coisas, ensina o conceito de tudo no tempo devido. O que é amor? Eu não sabia. Hoje tenho um conceito bem definido pra essa palavrinha tão curta. Amor se resume ao nome dele, ou melhor, a ele. Ele me ganhou. Se eu fosse um bingo, a cartela dele era a premiada. Se eu fosse um sorteio, era o nome dele que estaria no papelzinho tirado do saco. Se eu fosse um bamborim, ele com certeza seria o garoto mais alto.
E desde então eu virei propriedade e propriedade tem dono. E por mais que eu achasse isso totalmente horroso de se dizer, foi isso mesmo que aconteceu. Eu sou dele, fazer o quê?! Eu amo ser dele. Eu quero ser dele pra sempre. Eu sou bem cuidada, sou amada, recebo toda a atenção do mundo. Por que eu ia querer deixar de ser dele?
No telefone o motivo era a saudade. Dois dias longe doíam muito, mas iam passar... O amor só cresce, já dizia ela. O futuro próximo já não assusta mais. O pra sempre é objetivo. Não existe mais medo do dia-a-dia, da rotina, da vida a dois. Só existe uma meta a ser alcançada.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Aviso para as meninas!


Resolvi escrever esse texto pra que ele sirva como uma espécie de calmante pra todas as meninas do meu Brasil.

Meninas, não se afobem com a notícia que eu vou dar, mas príncipe encantado existe sim!!!!!

Tá bem, nossas mães exageram com aquela história de cavalo branco e – pro nosso bem – não existe nada parecido com beijar sapos (ainda bem!)

Mas é verdade, ele existe. Carinhoso, atencioso, romântico...

E não se preocupem, tem um pra cada menina da cidade – seja ela comportada ou não.

Não vende em loja, não se aluga, não se pega emprestado. Relaxa garota, ele te acha. E sério... de repente, você se sente a própria princesinha que acaba de ser salva.

Comigo a história foi assim, típica de conto de fadas.

Eu vivia por aí pela floresta procurando ele e achando que ele não existia.

De repente, um cara surgiu na minha vida... Comportado mas insistente. Me chamando pra sair, pra tomar um sorvete. Podia ser o lobo mal... Relutei várias vezes até que aceitei...

No dia do encontro ele não apareceu de cavalo branco! Ele me deixou esperando meia hora num dos lugares mais perigosos da cidade. Ele errou todo o caminho do sorvete. Ele disse que a gente não tinha nada a ver um com o outro. Mas ele não saiu da minha cabeça. Ele era divertido e – assim como eu – parecia não achar a lógica de estarmos saindo juntos. Era tudo tão diferente e encantador.

Me chamou pra um segundo encontro. Me fez acreditar que tinha sorvete na minha testa. Me fez acreditar que meu sorriso era o mais lindo do mundo. Me fez duvidar se ia dar certo. Nada no mundo podia ser tão bom assim, eu ia me esborrachar uma hora ou outra. Na minha história, como na de tantas outras meninas, o príncipe (fajuto!) é que se transformava num belo sapinho asqueroso.

Eu desci do salto. Cai na lama e me estrepei! Com ele? Não, não. (Não percam as esperanças meninas, eu não avisei que ele existe? Acreditem!) Eu me estrepei comigo mesma, com minha mania de achar que ninguém era tão legal assim, minha mania de achar que as coisas iam dar errado uma hora ou outra.

Mas afinal, isso é um conto de fadas não é mesmo? Começamos a namorar e a cada dia ele só me prova mais e mais que Príncipes existem sim! Estão por aí, espalhados no mundo. Mas só existe UM, umzinho pra cada princesa. Dei sorte de encontrar o meu, que me fez acreditar que o amor também existe e que vem junto com os Príncipes.

Por isso meninas, não se afobem. Não beijem sapos, não vendam suas lindas vozes em troca de pernas. Uma hora ou outra ele chega – de carro, de bike, de helicóptero – e te faz acreditar que o mundo ainda vale muito à pena.


Te amo Túlio Moreira (MEU PRÍNCIPE)

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

AMOR É DIFERENTE DE QUALQUER COISA!

“Ai, eu nem te contei que minha sandália quebrou ontem.” Grande coisa... Mas é tão normal te falar cada pequeno detalhe do meu dia-a-dia. Coisas que eu não conto pra ninguém, mas que você sabe.

Cada momento, cada segundo, eu sempre penso em você.

Lembro quando eu era tão certa de mim e tão individualista, minha mãe sempre dizia: “deixa tu se apaixonar pra tu ver!” Eu achava que já tinha me apaixonado, mas é que amor... amor é muito diferente daquilo tudo. Amor é diferente de qualquer coisa!

E tanta praga minha mãe rogou que pegou!

Você é a melhor praga do mundo. Você me fez perceber que eu não sou tão auto-suficiente, que eu preciso de alguém do meu lado, que eu nunca ou conseguir viver feliz sem você. Eu paguei minha boca em tuuudo e ainda pago. Minha mãe sempre me olha com aquela cara de “eu te avisei. Nunca pensei que tu ia ficar tão besta”, mas tudo bem, eu nem ligo. Eu to amando, A-M-A-N-D-O! E é uma pena que quase ninguém saiba o que é isso!


Desagrado

Como é que de repente tudo se transforma? Não dá pra entender. Uma mancada e pimba! Destruição total. Tudo desmorona. E ninguém, ninguém mesmo, aparece pra ajudar...

Joana estava lá, quieta... Observando o céu azul claro, aquele sol quentinho e o arco-íris à esquerda. De repente um temporal, daqueles de colocar morro e o que tiver construído nele abaixo!

Tati observava as flores do jardim. Uma mais bela que a outra. Amarelas, roxas, azuis e laranjas eram de engrandecer a alma. Mas, de repente um trator passou por cima do jardim e arrancou todas as flores num piscar de olhos.

Nara estava calada... Tentava pôr em ordem as folhas que haviam sido rasgadas de um velho livro, mas uma ventania levou uma folha pra cada direção... Norte, sul, oeste estava tudo misturado.

Clara acordou tarde, muuuito tarde. Deu tudo errado. A vontade de agradar se transformou num verdadeiro desagrado. Muito mais que isso: ensopou o arco-íris, destruiu as flores e embaralhou todas as páginas do livro.


domingo, 2 de janeiro de 2011

Ano Novo.

(foto de Robson Freire)

10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1...
Feliz Ano Noovo!!!

Perdi as contas de quantas vezes após essa contagem regressiva eu pedi você. Sabe aquela hora onde você agradece pelo ano que teve e começa a fazer os pedidos pro novo ano que chega? Entre os meus pedidos você sempre esteve. Nas minhas orações de início de ano, sempre tinha ‘ah, e aquele grande amor de me deixar bamba, por favor!’. Mas esse grande amor nunca vinha.

Ano passado desobedeci os protocolos. Não pedi mais o grande amor. Apenas agradeci pelo ano que tinha passado. E, por ironia do destino, comecei o ano ao seu lado. Eu não ainda não sabia, mas era você. Você era aquilo que eu sempre pedi e nunca tive.

Nesse ano, dois mil e onze, novamente escutei a contagem regressiva... Enquanto me despedia de 2010 e dava as boas vindas a 2011, não precisei pedir nada. Quando o novo ano foi anunciado, o tal grande amor virou meu rosto pra ele, me deu um beijo e disse que me amava.

Você é o meu presente de todos os dias. Obrigada por existir.