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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Involuntariamente.


Eu te olhei e você me olhou
O interesse surgiu no mesmo instante,
como mágica.
E agora, não consigo mais ficar sem te ver.
Não quero virar seu melhor amigo, apenas.
Quero ser seu homem.
Você sentiu o que eu senti?
Músicas tocaram, flores se abriram
E teus lábios a me sorrir
Diga-me que sentiu o que eu senti.
Se quer que eu responda
Eu digo sim
Quando te olhei, sim
Eu sorri
Foi involuntário, não sei explicar
Eu só queria ficar perto de você
Eu só pensava em te tocar
Uma coisa assim
Acho que nunca senti
Pra ser sincera nem acreditava mais em paixão
Mas quando te vi,
Involuntariamente sorri
Logo entendi que é assim, que se expressa o coração.

05/10/09

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Corre pro abraço.


Era uma vez

Uma menina que acreditava nas pessoas

E queria continuar acreditando nisso


Eu prometo que,

Ela vai ser sua

Se não agora, com certeza num dia desses

Espere, aguarde e verás

As coisas vão se ajeitar

Ela está te dando outra chance

Porque você não agarra logo com todas as forças que conquistou nesses últimos anos?


Talvez ela tenha te feito sofrer,

Muito ou pouco, não importa

Sofrer nunca é bom

Mas já ouviu falar de indenização?

É isso que ela quer te dar


Te mostrar um sorriso sincero todo dia

Se preocupar com sua vida e com o que te cerca

Estar sempre do teu lado

Fazendo valer o amor que você sente por ela


Porque você não pára de perder tempo

E corre logo pro abraço?

sábado, 10 de outubro de 2009

Alguém.


Ela andava meio perdida. Tinha tudo aquilo que queria. Amigos, família e luxos. Pagava suas contas, dirigia . Tinha a cabeça boa. Estudava, era boa nisso. Trabalhava, era esforçada. Vivia em baladas, festas e afins. Mas não se sentia completa. Faltava alguma coisa. Faltava um ombro pra encostar e sorrir. Faltava um sorriso pra admirar, uma mão pra se agarrar, braços pra se apoiar.

Ela se sentia só. Porque, por mais que procurasse era sempre o mesmo blábláblá que ouvia da boca de todos os homens com quem se envolvia. Tudo sempre terminava, da mesma forma que havia começado.

Ela só queria uma sincera companhia. Alguém pra acarinhar. Alguém com quem pudesse se preocupar, e cuidar. Alguém que conseguisse lhe amar.


sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Superficialidade.

Eu decidi sair com meus amigos. Sexta à noite, dia de tomar uma, relaxar, se divertir. Não consegui fazer nenhuma dessas coisas. Por causa de promessas, mancadas, vontades e dúvidas. Fiquei de lá pra cá, olhando as pessoas e suas inúteis relações.

Foi quando, enquanto uns amigos se questionavam o porquê de eu estar calada e esquisita, ouvi um deles dizer que eu era diferente mesmo e que era complicado saber o que se passava na minha cabeça. Falou que eu era, um tanto quanto, indecifrável.

Talvez eu seja, ou talvez não. Talvez as pessoas estejam tão preocupadas em serem superficiais ao extremo que esquecem, ou têm preguiça mesmo, de parar alguns instantes e observar alguém. E procurar saber suas angústias, seus medos, seus sonhos, seus anseios. Talvez as pessoas não se preocupem mais com essas coisas, ou nem tenham tempo.

Mas eu sinto muito, sinto muito por não conseguir seguir a massa. Eu seria hipócrita em dizer que não tento, mas sou verdadeira quando digo que não consigo. Não consigo não ser de verdade com as pessoas, não consigo viver de falsidade, mentira, superficialidade.

Eu não quero um relacionamento de conto de fadas. Não quero um manto protetor em volta dos que gosto. As pessoas têm defeitos mesmo e a graça estar em aprender a viver com eles. Porque, sempre, extrair apenas o que lhe é conveniente? Porque exigir e não dar? Não, cansei desse mundo, desse jeito. Como diria Clarice, ‘com toda essa superficialidade medrosa’. Eu quero mais, quero muito além disso tudo.

Num bar, sexta feira à noite, as pessoas se olham e se comem com os olhos, e com a boca, com as mãos, com o pensamento. As pessoas pecam. Destroem relacionamentos e seguranças, destroem confiança. Confiança conquistada depois de anos, se dilui.

São apenas sorrisos bonitos, pessoas que fingem felicidade, a todo custo. Pessoas que terminam relacionamentos da mesma forma que começam, sem pra quê. Pessoas que mentem pra não ficar por baixo. Pessoas que querem ferir e matar. Matar o ego, matar auto-estima, matar o amor.

Não, eu não me rendo a isso. Não me rendo ao não sentimento. Não me rendo à mentira, não me rendo à superficialidade. Quem quiser que me julgue estranha. Que me chame de encalhada, que diga que ta me faltando homem. Quem quiser que diga qualquer coisa. Vai ver eu sou estranha mesmo. Estranha por querer algo de verdade na minha vida. Algo além de um sorrisinho bonito na sexta à noite, algo além de um cara com carro e dinheiro na carteira pra pagar minha cerveja, algo além de um cara com namorada que deixa ela em casa e mente.

Se isso é ser estranha, diferente. Sou isso aí sim. Sou porque não quero pouco, nem pela metade. E antes de ter a mentira, prefiro não ter nada.