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domingo, 25 de julho de 2010

O que guardei pra você.


Eu guardei mais que amor.

Guardei meus olhos e meus sorrisos, meus beijos, meus abraços... Guardei todos os meus sentidos.

Eu sabia que te conheceria um dia.

Esperança serve para esse tipo de coisa. Pra acreditar e esperar pelas coisas que não dependem exclusivamente da gente.

Então, como uma criança zelosa que cresce, mas não se desfaz dos seus brinquedos. Eu, como uma jovem sonhadora, guardei meus sonhos, pra te dar quando você chegasse. Alguma coisa me dizia que você saberia o que fazer com eles.

Eu coloquei tudo num baú. Guardei o cheiro de banho, a roupa fresca do verão, o casaco do inverno.

Joguei, lá no fundo do baú, os crimes que cometeria e todas as leis que eu não aceitava. Guardei cada lágrima, cada desejo (por mais íntimo que fosse). Guardei minha pele, meus sussurros, meus medos. Guardei minhas chances, meus erros, meus acertos. Eu escondi tudo de mim, tudo de todo mundo.

Ergui muros ao meu redor, queria apenas me proteger. Guardar o tesouro que eu tinha conquistado, mas que nunca foi digno de ninguém.

Como a menina sonhadora e iludida que acredita no príncipe que salva a Rapunzel na torre isolada, eu também acreditava que você me encontraria. E por mais que eu me escondesse, você farejaria. Você seguiria os rastros, só você entenderia.

Por isso eu guardei tudo. Nunca falei pra ninguém, nunca mostrei pra ninguém. Seria tudo seu, eu e todo o resto, assim que me encontrasse.

Durante muitos anos, muita gente fingia ser você. Algumas vezes vacilei, mas nunca me entreguei. Nunca, durante tantos anos, entreguei os pontos. Na hora de decidir, eu hesitava. E, com isso, sabia que não era você. Eu sempre soube que quando fosse você apenas uma coisa restaria no meu pensamento: É ELE!

Então eu esperei... Como um garoto paciente espera seu presente –tão desejado- de Natal. Eu esperei impacientemente.


E você chegou!


Disseram pra garota dos contos de fada que os príncipes nunca existiram. Ela acreditou.

Sorte minha que eu nunca acreditei em tudo que falam.

Sorte minha que eu esperei e acreditei.

Eu sempre soube que você existia.


sexta-feira, 23 de julho de 2010

Quando se ama.


Como era simples escrever sobre aquelas paixões platônicas da adolescência. No começo das relações "amorosas" a gente se envolve tanto e tão pouco. A vida é latente, intensa e as coisas acontecem em frações de segundos. Começam e terminam em intervalo de dias. Acontece de tudo, a gente pensa que ama. Só ilusão. Sinto dizer que isso acaba, passa rápido com os anos, há quem nem note passar.
Isso tudo passa e vem uma coisa bem complicada. O amor! O amor maduro, construído, vivido. O amor amado. O amor cúmplice, o ciúme, a estabilidade.
O que dizer de um sentimento tão novo e tão antigo? O que dizer de um mundo tão lindo?
Nesta fase não me pergunto mais se estaremos juntos amanhã, eu confio que estaremos juntos nos próximos dez anos e mais vinte, mais trinta e pra sempre. O ciúme não é por medo de me sentir mais feia ou de ser trocada, o ciúme é por medo de perder o sentido e o prumo da minha vida. É por medo de me tornar descrente do mundo e de tudo. A felicidade vem por ser amada e sobretudo por poder amar.
Esse é o grande medo do amor. É que quando a gente ama, quando a gente ama de verdade, não fazemos planos, traçamos metas, desenhamos nosso destino com um só objetivo; o de construir nosso futuro. E uma pedrinha encaixada no lugar errado pode fazer tudo ruir.
É um risco que se corre. mas vale à pena, quando a gente ama.