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terça-feira, 15 de março de 2011

Ele me ganhou.

Eu tenho certeza que as dúvidas passam, a gente se acalma e tudo volta pro seu devido lugar...
Era tarde quando seu telefone tocou... Olhou o display do celular piscando, o nome dele ia e vinha na tela colorida. Se ela não tivesse acostumada a viver um sonho mesmo acordada, acharia que aquilo era sua cabeça pregando uma peça. Mas não era. Era como as coisas deviam ser. Ele ligava, ela atendia. As vozes embargadas de sono, a saudade constante, o desejo, o amor enorme que só crescia.
A vida tem dessas coisas, ensina o conceito de tudo no tempo devido. O que é amor? Eu não sabia. Hoje tenho um conceito bem definido pra essa palavrinha tão curta. Amor se resume ao nome dele, ou melhor, a ele. Ele me ganhou. Se eu fosse um bingo, a cartela dele era a premiada. Se eu fosse um sorteio, era o nome dele que estaria no papelzinho tirado do saco. Se eu fosse um bamborim, ele com certeza seria o garoto mais alto.
E desde então eu virei propriedade e propriedade tem dono. E por mais que eu achasse isso totalmente horroso de se dizer, foi isso mesmo que aconteceu. Eu sou dele, fazer o quê?! Eu amo ser dele. Eu quero ser dele pra sempre. Eu sou bem cuidada, sou amada, recebo toda a atenção do mundo. Por que eu ia querer deixar de ser dele?
No telefone o motivo era a saudade. Dois dias longe doíam muito, mas iam passar... O amor só cresce, já dizia ela. O futuro próximo já não assusta mais. O pra sempre é objetivo. Não existe mais medo do dia-a-dia, da rotina, da vida a dois. Só existe uma meta a ser alcançada.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Aviso para as meninas!


Resolvi escrever esse texto pra que ele sirva como uma espécie de calmante pra todas as meninas do meu Brasil.

Meninas, não se afobem com a notícia que eu vou dar, mas príncipe encantado existe sim!!!!!

Tá bem, nossas mães exageram com aquela história de cavalo branco e – pro nosso bem – não existe nada parecido com beijar sapos (ainda bem!)

Mas é verdade, ele existe. Carinhoso, atencioso, romântico...

E não se preocupem, tem um pra cada menina da cidade – seja ela comportada ou não.

Não vende em loja, não se aluga, não se pega emprestado. Relaxa garota, ele te acha. E sério... de repente, você se sente a própria princesinha que acaba de ser salva.

Comigo a história foi assim, típica de conto de fadas.

Eu vivia por aí pela floresta procurando ele e achando que ele não existia.

De repente, um cara surgiu na minha vida... Comportado mas insistente. Me chamando pra sair, pra tomar um sorvete. Podia ser o lobo mal... Relutei várias vezes até que aceitei...

No dia do encontro ele não apareceu de cavalo branco! Ele me deixou esperando meia hora num dos lugares mais perigosos da cidade. Ele errou todo o caminho do sorvete. Ele disse que a gente não tinha nada a ver um com o outro. Mas ele não saiu da minha cabeça. Ele era divertido e – assim como eu – parecia não achar a lógica de estarmos saindo juntos. Era tudo tão diferente e encantador.

Me chamou pra um segundo encontro. Me fez acreditar que tinha sorvete na minha testa. Me fez acreditar que meu sorriso era o mais lindo do mundo. Me fez duvidar se ia dar certo. Nada no mundo podia ser tão bom assim, eu ia me esborrachar uma hora ou outra. Na minha história, como na de tantas outras meninas, o príncipe (fajuto!) é que se transformava num belo sapinho asqueroso.

Eu desci do salto. Cai na lama e me estrepei! Com ele? Não, não. (Não percam as esperanças meninas, eu não avisei que ele existe? Acreditem!) Eu me estrepei comigo mesma, com minha mania de achar que ninguém era tão legal assim, minha mania de achar que as coisas iam dar errado uma hora ou outra.

Mas afinal, isso é um conto de fadas não é mesmo? Começamos a namorar e a cada dia ele só me prova mais e mais que Príncipes existem sim! Estão por aí, espalhados no mundo. Mas só existe UM, umzinho pra cada princesa. Dei sorte de encontrar o meu, que me fez acreditar que o amor também existe e que vem junto com os Príncipes.

Por isso meninas, não se afobem. Não beijem sapos, não vendam suas lindas vozes em troca de pernas. Uma hora ou outra ele chega – de carro, de bike, de helicóptero – e te faz acreditar que o mundo ainda vale muito à pena.


Te amo Túlio Moreira (MEU PRÍNCIPE)

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

AMOR É DIFERENTE DE QUALQUER COISA!

“Ai, eu nem te contei que minha sandália quebrou ontem.” Grande coisa... Mas é tão normal te falar cada pequeno detalhe do meu dia-a-dia. Coisas que eu não conto pra ninguém, mas que você sabe.

Cada momento, cada segundo, eu sempre penso em você.

Lembro quando eu era tão certa de mim e tão individualista, minha mãe sempre dizia: “deixa tu se apaixonar pra tu ver!” Eu achava que já tinha me apaixonado, mas é que amor... amor é muito diferente daquilo tudo. Amor é diferente de qualquer coisa!

E tanta praga minha mãe rogou que pegou!

Você é a melhor praga do mundo. Você me fez perceber que eu não sou tão auto-suficiente, que eu preciso de alguém do meu lado, que eu nunca ou conseguir viver feliz sem você. Eu paguei minha boca em tuuudo e ainda pago. Minha mãe sempre me olha com aquela cara de “eu te avisei. Nunca pensei que tu ia ficar tão besta”, mas tudo bem, eu nem ligo. Eu to amando, A-M-A-N-D-O! E é uma pena que quase ninguém saiba o que é isso!


Desagrado

Como é que de repente tudo se transforma? Não dá pra entender. Uma mancada e pimba! Destruição total. Tudo desmorona. E ninguém, ninguém mesmo, aparece pra ajudar...

Joana estava lá, quieta... Observando o céu azul claro, aquele sol quentinho e o arco-íris à esquerda. De repente um temporal, daqueles de colocar morro e o que tiver construído nele abaixo!

Tati observava as flores do jardim. Uma mais bela que a outra. Amarelas, roxas, azuis e laranjas eram de engrandecer a alma. Mas, de repente um trator passou por cima do jardim e arrancou todas as flores num piscar de olhos.

Nara estava calada... Tentava pôr em ordem as folhas que haviam sido rasgadas de um velho livro, mas uma ventania levou uma folha pra cada direção... Norte, sul, oeste estava tudo misturado.

Clara acordou tarde, muuuito tarde. Deu tudo errado. A vontade de agradar se transformou num verdadeiro desagrado. Muito mais que isso: ensopou o arco-íris, destruiu as flores e embaralhou todas as páginas do livro.


domingo, 2 de janeiro de 2011

Ano Novo.

(foto de Robson Freire)

10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1...
Feliz Ano Noovo!!!

Perdi as contas de quantas vezes após essa contagem regressiva eu pedi você. Sabe aquela hora onde você agradece pelo ano que teve e começa a fazer os pedidos pro novo ano que chega? Entre os meus pedidos você sempre esteve. Nas minhas orações de início de ano, sempre tinha ‘ah, e aquele grande amor de me deixar bamba, por favor!’. Mas esse grande amor nunca vinha.

Ano passado desobedeci os protocolos. Não pedi mais o grande amor. Apenas agradeci pelo ano que tinha passado. E, por ironia do destino, comecei o ano ao seu lado. Eu não ainda não sabia, mas era você. Você era aquilo que eu sempre pedi e nunca tive.

Nesse ano, dois mil e onze, novamente escutei a contagem regressiva... Enquanto me despedia de 2010 e dava as boas vindas a 2011, não precisei pedir nada. Quando o novo ano foi anunciado, o tal grande amor virou meu rosto pra ele, me deu um beijo e disse que me amava.

Você é o meu presente de todos os dias. Obrigada por existir.

domingo, 12 de dezembro de 2010

A Contorcionista


Deixa pra lá. De repente tudo ficou fora de ordem e eu não consigo mais colocar nada no lugar. Parece que tudo que tem pra dar errado de repente dá. Eu cansei, deixa pra lá.
Se tudo tá uma bagunça e eu tento arrumar o tempo todo, mas existem umas 30 pessoas desfazendo tudo que faço, nadando contra a maré. E eu fico sozinha lutando contra todas elas, não dá.
Eu não sabia que o mundo era difícil, meus problemas sempre tão pequenos talvez tenham me cegado por um tempo. Meu mundo tão cor-de-rosa, com problemas tão graves quanto a festa que eu deixei de ir. O mundo é complicado pra caramba. E quando ele resolve conspirar contra você, é de sentar e chorar. Sempre fui dramática, mas as noias de agora são determinantes pro que eu quero pra todo o resto da minha vida; então você não tem como ter idéia do quão isso é grave pra mim.
As pessoas, os lugares, os papos. Meu Deus, eu mudei tanto. Mas parece que nada, nada que eu faça é suficiente. Mudei atitudes, mudei convicções, mudei de destino, de presente, de passado e de futuro. Mas não agrado. Sei que nunca, nunca, nunca vou agradar. Por mais que eu me contorça como a menina de maiô roxo no circo. Por mais que eu me parta em pedaços, como fez o mágico com a assistente. Por mais que eu faça papagaices, solte piadas e pinte o nariz de vermelho. Não! É que o ponto crucial de tudo isso tá muito além. Muito além do meu jeito de ser.
E realmente, eu não sou especial, não sou diferente. Nunca fui. Vou ser, ainda vou. Mas nunca fui. Sou mediana, em quase tudo. Eu posso me esforçar daqui pra frente, mas como posso me esforça daqui pra trás? É impossível. E apesar de ser mediana, sou transparente. Então, acho que nunca escondi nenhum de meus atributos, sejam eles invejáveis ou não.
De repente me sinto como a menina que roubava livros... Sozinha, dentre todas as ruínas com um livro na mão. A única fuga pros dias que a única vontade que existe é chorar no colo da mãe, mas a gente percebe que já tá muito velha pra isso.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Enquanto eu tento caber no mundo.


Eu fico aqui me perguntando se eu fiz ou falei algo de errado e se é assim - tão grave - eu ser meio estabanada - e perdida.

É que a mulher é sempre mais meiga e cuidadosa, delicada, mansa e organizada. Mas eu não. Sempre fui o inverso. Sou descuidada, nervosa, desorganizada e não tenho o mínimo de coordenação motora. Quebro, derrubo, esbarro, desmancho, bato e me machuco. Pode procurar, eu sempre vou ter uma mancha rocha e um arranhão pelo corpo. Exemplo? Lembra da minha unha do dedão? Roxa, por eu ter deixado cair um suporte para panelas (de ferro!!!) no meu pé.

Não sei, parece que atraio certas coisas.

Nunca fui vaidosa e tenho sorte porque, de uma forma impressionante, sou harmônica. Mas é esse o meu jeito. Sei que não é o melhor nem nunca vai ser, mas eu gosto de mim assim mesmo. Se é pra ter um defeito, antes o desastre do que a falta de caráter.

Não sei se meus defeitos são maiores que as virtudes. E também não acho tão grave assim ser destrambelhada. Eu sou grande, ocupo muito lugar no espaço. A chance de alguma coisa ao meu redor esbarrar em mim é maior.

Sempre fui exagerada! Na comida, na conversa, no tamanho, Sempre comi mais que minhas amigas, sempre fui a mais alta, mais comunicativa e mais chorona. Sempre gostei mais do mais do que do menos. Meu copo sempre vai estar meio cheio. Meio vazio não existe! Meio vazio é menos que nada e isso é muito negativo pro meu gosto.

Enquanto eu tento caber no mundo acho que ele se transforma pra que eu possa caber nele.