
Encontre aqui.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Diálogo do começo.
Um final de semana que serviria de prova.
Ele me ligou durante os dois dias e, na segunda, quando voltou, quis logo me ver. Uma coisa era certa: era agora ou nunca. Eu senti falta dele, ele sentiu a minha. Não sei, mas meu coração começava a exigir mais dele.
Passamos a tarde na praia. Faltei estágio, mas era por uma boa causa. Apesar do pouco tempo que ficamos longe, a saudade era grande. Conheci sua casa, conheci sua irmã, conheci seu bairro. E por mais que eu tivesse receio, queria conhecê-lo ainda mais.
Em frente ao mar o carinho perdia o caminho. Muitos beijos, muita conversa e um princípio de calor me fez parar.
E foi aí que começou um diálogo:
Eu: "acho melhor a gente ir devagar. Tô me envolvendo demais contigo e não quero quebrar a cara"
Ele: "Tem razão. É melhor a gente parar de ficar mesmo"
Eu: "É..."
Ele: "É melhor a gente parar de ficar e começar a namorar, né?"
Eu: "É? Quer dizer que tu tá me pedindo em namoro? Ah, não. Tem que fazer o pedido certinho"
Ele: "Natália, quer me namorar?"
Eu: "Quero. Logo tu que disse nunca ter pedido ninguém em namoro"
E foi assim que começou a melhor parte da minha vida.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Me poupe!

Fulana para "qualquer carinha do mundo": "Oi, quanto tempo.
Sumi porque estou estudando muito. Sabe como é... vencer na vida tá cada vez mais duro.
E você, como está?
Quando as coisas se acertarem por aqui eu faço uma viagem de milhões de quilômetros pra onde você mora.
Beijos"
Qual é? Que besteira! Isso não dói, né?
Nem importa que ela tenha todos os ex-ficantes na nova página de relacionamentos. Nem importa que ela, de vez em quando, fale com alguns deles. Nem importa que ela, até outro dia, fosse solteira, mesmo namorando há mais de um ano. Nem importa que ela fale do ex na cama. Nem importa que ela durma com algumas amigas no sofá da casa de uns carinhas. Quanta bobagem! O que importa mesmo é que ela te ama, né? Certas atitudes não magoam, principalmente quando são 'sem querer', né?
Nããããão?! Que coisa... Ah, é porque ela é mulher, né?
Tudo bem... Se ela vai de carona com um cara: não pode, porque o cara vai dar em cima dela! Se você dá carona a uma menina: pode, porque a menina não vai dar em cima de você! "Todo cara que dá carona a uma menina tá com segundas intenções?" Não esqueça que você é o cara que dá carona a uma menina.
Ah, me poupa! Quer dizer que ela tem que ser perfeita porque é mulher? E que você pode errar e sorrir disso porque é homem?
terça-feira, 24 de maio de 2011
Menos um.
Eu preciso que isso mude, pra ontem. Cansei desse quase, do "foi melhor assim", eu quero ter certeza de que foi melhor assim tendo a opção de escolha. Dizer isso sem escolha é prêmio de consolação.
Cansei. Preciso de uma vitória pra ontem.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
O melhor beijo da minha vida.

Já faz algum tempo, mas ainda me lembro como se hoje fosse.
Lembro que o clima tava agradável. Céu azul escuro, poucas nuvens. Era noite. Não lembro se tinha lua nem se havia muitas estrelas, mas uma eu tenho certeza que havia porque ela estava lá, bem na minha frente. Lembro do barulho que as ondas do mar faziam quando batiam nas pedras. Lembro do ventinho gostoso percorrendo os meus cabelos. Lembro que eu não queria que o tempo passasse.
De verdade, não sei como começou. O que sei é que a gente já tava lá há algum tempo. Esse não era o primeiro beijo, não era o do meio nem tampouco o último. Mas o que eu ainda não sabia é que seria o beijo inesquecível, o melhor da minha vida.
Sei que ele me beijou. Calmamente, acariciando minha nuca. Sem pressa, com carinho, delicadeza. Minha boca não era um parque de diversões e ele não era um menino com 7 anos de idade. Ele era um homem e sabia exatamente como tratar uma mulher. Ele me saboreou, no conceito mais puro e fiel da palavra.
Não foi um beijo com maldade, não tinha malícia. Foi um beijo aproveitador. A gente se aproveitou da forma mais pura do mundo, com calma, com lentidão.
A cabeça começou a ficar leve, o som dos carros na avenida já não era ouvido, o relógio não massacrava, o tempo parou! Parou ali, com a minha boca colada na dele, com nossas respirações em sincronia.
Foi uma coisa tão boa, tão diferente, tão relaxante. Uma experiência única, quase uma meditação. Eu perdi noção de tempo, espaço e lugar. Eu esqueci de mim. Eu esqueci que era um beijo, eu esqueci de pensar onde botar a mão.
Até hoje eu não sei quanto tempo durou. A impressão que dá é que foram horas. A impressão que tivemos foi que dormimos no beijo. Talvez sim, talvez não.
Meu amor, só você tem o dom de me amar. Eu me sinto segura ao teu lado. Eu sou a mulher mais feliz do mundo há 17 meses. Eu te amo!
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Onde mora o amor.


